4 passos para aliviar o endividamento empresarial

Autor: Casa Magalhães Assunto: Data: 15/11/2021
endividamento empresarial

Independente do tamanho do negócio e segmento, o endividamento empresarial pode acontecer.

Não é problema, desde que os recursos tomados tenham sido para gerar valor ao negócio e não prejuízo. Por exemplo, financiar o crescimento da empresa, quer seja por comprar novos equipamentos ou realizar uma reforma na estrutura.

Excesso de dívidas pode afetar a sua credibilidade devido à inadimplência. No entanto, alguns erros são cometidos quando a empresa se endivida para cobrir custos fixos e garantir o funcionamento do negócio.

Uma outra situação que causa no endividamento da empresa é quando as operações são de curtíssimo prazo, elevando o custo financeiro e afetando a margem da operação.

Quando um negócio começa a estagnar por conta das dívidas, então, é a hora de fazer uma análise do que se deve e reavaliar as prioridades.

Assim, leve em conta os pontos abaixo:

Conheça os prazos para pagar o endividamento empresarial

Avalie a composição do endividamento, ou seja, a relação das dívidas de curto prazo e as dívidas totais. Logo, o índice do perfil deve se manter baixo para que a empresa seja vista como confiável.

As dívidas de curto prazo são aquelas com prazo de até um ano e deverão ser pagas com recursos já existentes ou gerados a curto prazo.

Já as de longo prazo são mais favoráveis, dando à empresa um tempo maior para gerar recursos que irão quitar essas dívidas, ou mesmo, se houver necessidade de negociá-las.

O seu objetivo deve ser alongar as dívidas para aliviar a pressão sobre o caixa e melhorar a sua liquidez corrente.

Analise bem as taxas

Do ponto de vista econômico, o motivo mais apropriado para a utilização de capital de terceiros é baseado no conceito de alavancagem financeira. Em outras palavras, isso significa fazer a rentabilidade da sua empresa crescer através do aumento do nível de endividamento empresarial. 

Mas isso só vale a pena quando o retorno obtido após contrair as dívidas for superior às taxas de juros negociadas.

Portanto, você precisa avaliar se as taxas de juros estão dentro ou acima do praticado no mercado e verificar o seu real potencial de pagamento da dívida através da análise do fluxo de caixa.

Quanto mais altos forem os juros, maior o custo de capital e mais difícil será para a empresa tornar as suas atividades rentáveis.

Avalie seu endividamento empresarial

É básico avaliar se a sua empresa possui mais dívidas do que deveria. Contudo, quanto maior for a participação de capitais de terceiros em relação ao capital próprio, maior será a dependência financeira da empresa.

Fazer empréstimos pode acelerar o crescimento do seu negócio, mas saber o quanto podemos aumentar o endividamento empresarial não é uma ciência exata. Afinal, trata-se de uma das decisões mais difíceis da gestão financeira

Levemos em conta alguns pontos:

O risco do negócio.

Quanto maior for o risco do negócio, menos a empresa deve se endividar.

O planejamento tributário da empresa.

Uma das vantagens de usar capital de terceiros é que os juros podem ser deduzidos para fins de impostos, o que reduz o custo efetivo dessa operação.

Porém, se parte do seu lucro já é protegido por escudos fiscais e a sua alíquota já for baixa, contrair dívidas não será tão vantajoso para você.

Flexibilidade financeira

É preciso pensar a longo prazo sabendo que, quando uma empresa está passando por dificuldades, os provedores de capital preferem fornecer recursos para empresas que demonstrem que são fortes. 

Não esqueça que, quanto maior for a provável necessidade de capital no futuro e quanto piores forem as consequências de uma falta de capital, mais forte o seu balanço patrimonial precisará ser.

Perfil da administração

Alguns administradores são mais agressivos que outros e por isso algumas empresas são mais suscetíveis à utilização de dívidas para alavancar os lucros.

Pondere as garantias

Para finalizar, pondera-se as garantias.

A maioria das operações de captação de recursos precisa de garantias, que podem ser por meio de duplicatas, por aplicação financeira, por aval e por alienação fiduciária.

Não use como garantia, coisas das quais não se pode abrir mão, como equipamentos essenciais à operação.

Também avalie a relação da dívida com o da garantia. Por exemplo, não faz sentido dar um prédio de R$500.000,00 em garantia de um empréstimo de R$100.000,00.

Se este é o caso da sua empresa, negocie esta garantia ou quite a dívida, para que a relação seja mais coerente.

Conte com a tecnologia para controlar o endividamento empresarial

Sistemas de gestão e de vendas são excelentes ferramentas para controlar o setor financeiro da empresa. Logo, através de uma tecnologia de automação você geri dados financeiros como:

  • Contas a pagar e a receber;
  • Faz demonstrativo de receitas e despesas;
  • Avalia o fluxo de caixa diário;
  • Visualizar saúde financeira do negócio.

Quando há controles desses dados fica mais fácil entender o endividamento. Portanto, não confie na memória e nem na caderneta de papel. 

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