Conheça o comportamento do consumidor nos minimercados

Autor: Casa Magalhães Assunto: Data: 26 de julho de 2018
Conheça o comportamento do consumidor nos minimercados

O comportamento do consumidor afeta qualquer empreendimento, seja ele um dos maiores grupos do mercado ou um estabelecimento mais modesto. Assim, todo dono de supermercado precisa saber como pensa e age o seu cliente.

É por isso que muito se fala a respeito do comportamento do consumidor. Afinal, é ele quem dita tendências e que faz com que as empresas sejam mais ou menos lucrativas, de acordo com a sua forma de oferecer produtos e serviços.

Para garantir que o mercado de bairro tenha também um fluxo constante de bons consumidores e que as margens de lucro possam ser mais altas, alguns aspectos referentes aos hábitos de compra valem a pena ser observados.

Confira dados sobre o comportamento do consumidor.

Escolha do local da compra

Considerando que dentre os maiores gastos de todas as famílias brasileiras estão a moradia e a alimentação, não é de se assustar que muitas pessoas procurem os locais das compras pensando no valor da conta do supermercado.

Como o movimento da economia nos últimos anos não tem sido favorável para muitos consumidores, alguns hábitos foram modificados. Muita gente parou ou, pelo menos diminuiu, a frequência com que fazia refeições fora de casa. Além disso, as pessoas estão mais atentas aos preços dos produtos.

Sendo assim, fica fácil entender porque quase um terço dos clientes escolhe o supermercado considerando os preços praticados. Outro fator a ser considerado é a distância: a escolha de estabelecimentos mais perto de casa contribuem para uma maior economia e um menor tempo gasto.

Em terceiro lugar, o destaque vai para as promoções. Elas são responsáveis pelo desempate na hora de se escolher onde gastar o dinheiro. Por isso é tão importante fazer e divulgar boas promoções na hora de atrair clientes.

Tempo gasto durante as compras

Como foi dito acima, um dos fatores que afeta a escolha do super ou minimercado é a distância, pela questão do tempo. Com uma vida corrida, muitas atividades para fazer e tentando ficar um pouco menos preso no trânsito, o cliente busca praticidade e agilidade.

Por outro lado, o melhor é não ter que fazer compras com muita frequência. Sendo assim, o ideal é buscar um equilíbrio entre poucas idas às compras e o tempo gasto em cada uma delas.

De cada grupo de clientes, 20% tem a tendência de fazer compras por até meia hora. Esse é o tempo suficiente para escolher, pagar e sair.

Já os outros 80% normalmente gastam entre 30 e 50 minutos. Vale ainda ressaltar que 48% normalmente precisa de algo entre 40 e 50 minutos. Ou seja, praticamente metade de todos os consumidores que passam pela porta ficarão dentro da loja por um período de pouco menos de uma hora. Esse é o tempo que se tem para conseguir faturar.

A pesquisa que indica todos esses acima dados foi feita pela XP Investimentos e avaliou hábitos de consumos dentro de vários supermercados no estado de São Paulo há pouco mais de um ano.

Perfil dos clientes e suas famílias

Apesar da população brasileira continuar crescendo, o ritmo do aumento do número de brasileiros está cada vez mais lento. Isso significa que as famílias têm ficado menores e que, reforçado por melhores qualidades e condições de vida, o número de idosos tende a aumentar cada vez mais.

Esse tipo de cenário é algo que já é percebido com muito mais clareza em países europeus, por exemplo, e com base nessas mudanças, a rotina das cidades também sofre alterações.

Com casas e apartamentos menos cheios, os espaços ficam menores e as pessoas procuram por produtos que se encaixem no novo modelo de vida. Para entender como isso acontece na prática, basta prestar atenção no tamanho das embalagens. Enquanto antigamente vendiam-se grandes volumes de frutas e verduras, hoje elas são compradas quase que individualmente.

Outro exemplo que também evidencia essa mudança de padrão é o tamanho do arroz e do açúcar. Antigamente era difícil de se encontrar pacotes de 2Kg. Hoje, contudo, o volume de vendas de pacotes de 5Kg já sofreu uma queda notável.

Mais um ponto a ser observado a respeito do comportamento do consumidor é o marcante crescimento de demanda de produtos diferenciados. São aqueles voltados para o público fitness, os sem lactose, sem glúten, orgânicos, dentre outros.

Se por um lado o consumo das linhas infantis vêm sofrendo uma diminuição constante de demanda, itens voltados para uma vida mais saudável estão cada vez mais presentes nas despensas de casa.

Fidelização dos consumidores

A confiança na qualidade dos produtos ofertados é um ponto muito importante para os clientes. Um levantamento feito pelo Procon realizado em dezembro de 2016 a respeito do comportamento do consumidor revelou que menos da metade (39,4%) dos compradores confere o prazo de validade do que vai para o carrinho. Dentre os itens mais verificados pelos clientes estão carnes e produtos como arroz, feijão e macarrão.

Pode-se entender que parte desse desleixo dos compradores deve-se à confiança que têm em relação ao estabelecimento onde fazem as suas compras. Ainda assim, uma fidelização não é fácil de ser conseguida somente pela marca. A mesma pesquisa que indicou que o preço é responsável por atrair mais de 30% dos clientes, também mostrou que menos de 5% deles escolhe o estabelecimento devido ao atendimento.

Considerando todo o cenário, a melhor saída parece mesmo chamar os compradores apelando para o bolso e uma forma bastante interessante de se fazer isso é por meio de programas de fidelidade.

Um estudo feito em outubro de 2017 pela CVA Solutions voltado especificamente para o varejo percebeu que somente 19% dos supermercados tem algum tipo de programa de fidelidade. Ele ainda demonstrou que desses supermercados, pouco mais de três quartos fazem isso para conseguir oferecer melhores descontos.

Em um ambiente competitivo, mas que ainda oferece espaço para as boas estratégias, adotar programas de fidelidade pode ser uma saída bem interessante. Pelo menos é assim que pensa o Grupo Pão de Açúcar, que é referência no setor e que não abre mão de programas de pontos de vantagens.

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