Gestão do capital de giro: conheça 8 melhores práticas

Autor: Casa Magalhães Assunto: Data: 21 de fevereiro de 2017
gestão do capital de giro

O capital de giro é o dinheiro que uma empresa tem disponível para honrar compromissos de curto prazo e garantir a continuidade de suas operações. Quando a saúde financeira do negócio não está satisfatória, esse dinheiro começa a faltar e, com isso, problemas vão surgindo. Pensando nisso, resolvemos falar sobre algumas boas práticas da gestão do capital de giro que ajudam a aprimorar os resultados. Confira, a seguir, quais são elas!

1. Negociar prazos maiores com fornecedores

Uma excelente forma de melhorar a gestão do capital de giro é negociar com fornecedores, tentando melhorar as condições e prazos para pagamento das faturas. Por outro lado, o ideal é adotar prazos mais curtos para que os clientes efetuem o pagamento.

Sendo assim, quando os vencimentos dos fornecedores ocorrerem , haverá mais dinheiro disponível em caixa, diminuindo os riscos de não conseguir honrar esses compromissos. Além disso, também vale renegociar dívidas que já estão ativas, se for o caso, buscando reduzir ao máximo as taxas de juros, visto que elas também absorvem uma fatia do capital de giro.

2. Registrar dos recebimentos de forma precisa

Para garantir análises financeiras mais precisas e tomar melhores decisões, é essencial fazer o controle do fluxo de caixa — que é o registro e o acompanhamento de todas as entradas e saídas de dinheiro que ocorrem na empresa.

Porém, é preciso tomar o cuidado de registrar os recebimentos da forma correta, ou seja, no período em que ocorre o pagamento por parte do cliente. Um erro muito comum é fazer o lançamento do valor de forma integral, quando, na verdade, a compra foi parcelada. Isso passa a impressão de que existe um capital disponível, mas que ainda nem foi recebido.

Para evitar esse tipo de furo e complicar as análises do gestor, bem como sua tomada de decisão, os valores devem ser registrados exatamente como foi feita a venda. Por exemplo: se um cliente adquiriu um produto parcelado de 3x, o valor da compra deve ser dividido para os 3 meses seguintes — quando será feito o pagamento — e não de forma integral, no mês corrente.

3. Evitar deixar o dinheiro parado

Como o próprio nome já diz, o capital de giro é o dinheiro que fica circulando no caixa. Como dito anteriormente, ele é utilizado para fazer os pagamentos de curto prazo. Isso significa que ele precisa ter liquidez, ou seja, ser capaz de fornecer dinheiro de forma rápida — como os estoques, por exemplo.

Contudo, mesmo que essa disponibilidade seja necessária, deixar uma parte do dinheiro parada no caixa não é uma boa opção. Sendo assim, se o capital é superior ao necessário para manter as atividades em determinado período, vale investir em alguma aplicação financeira que forneça um bom rendimento — gerando mais riqueza para a empresa —, mas que tenha alta liquidez, ou seja, que permita a retirada antes do final do período, sem ônus.

4. Melhorar a gestão do estoque

Toda mercadoria que está disponível no estoque foi adquirida com o capital de giro, visto que ele é utilizado para fazer o pagamento dos fornecedores. Nesse caso, o conceito anterior, de não deixar o dinheiro parado, também se aplica aqui.

Ou seja, toda vez que há excesso de itens no estoque, é sinal que o capital não está sendo bem aplicado. Sendo assim, é preciso encontrar meios de melhorar a gestão de estoque e acompanhar melhor as vendas, levantando informações mais precisas a respeito de quais itens e em quais quantidades é preciso adquirir.

Dessa forma, a empresa obtém apenas o que é necessário para cobrir a demanda no período e evita a compra de itens que tem pouca saída. Essa melhoria tem impactos positivos na gestão do capital de giro.

5. Precificar os produtos corretamente

Uma gestão do capital de giro inadequada faz com que o dinheiro comece a faltar. Isso prejudica o pagamento das contas que estão pendentes e um dos motivos pode ser uma precificação inadequada. Quando o preço calculado é menor do que o ideal, a empresa perde lucratividade e começa a operar com prejuízos.

Por outro lado, quando o preço é muito alto, há perda nas vendas, gerando queda no faturamento e aumentando o risco de não conseguir pagar as contas. Para uma precificação adequada, é fundamental conhecer todos os custos operacionais — fixos e variáveis, diretos e indiretos, gastos e despesas —, além de estabelecer uma margem de lucro.

Porém, o valor definido também deve ser comparado ao que o mercado oferece, para não correr o risco de ficar muito acima — ou abaixo — do que os clientes estão dispostos a pagar.

6. Evitar empréstimos

É normal que ocorram momentos em que o capital de giro disponível fique mais curto, por diversos fatores. Uma das atitudes mais comuns, nesses casos, é a solicitação de um empréstimo — pois ele garante a disponibilidade de dinheiro no caixa de forma rápida.

Contudo, é preciso lembrar que eles sofrem incidência de taxas de juros, muitas vezes bem elevadas, e, como dito anteriormente, elas acabam consumindo uma parcela grande do seu capital de giro. Ou seja, essa pode não ser a melhor opção na hora do aperto.

7. Implementar uma política de cobrança

A política de cobrança é uma forma muito eficaz de reduzir os índices de inadimplência da empresa. Isso é importante, pois, cada vez que um cliente deixa de pagar sua conta, uma parte do capital de giro é utilizada para pagar o fornecedor.

Nesse caso, além de adotar métodos de cobrança, também vale a pena implementar a restrição de crédito para clientes que ainda possuem alguma pendência com a empresa.

8. Reduzir custos também influencia na gestão do capital de giro

Os custos que a empresa precisa arcar para manter suas atividades, apesar de necessários, também absorvem uma parte do capital de giro. Logo, vale a pena revisar os processos periodicamente, buscando identificar falhas e criar soluções que visam corrigir esses problemas, auxiliando na redução de custos — que também causam impacto na lucratividade.

A gestão do capital de giro é fundamental para que a empresa consiga administrar melhor o seu dinheiro, alcançando o equilíbrio das contas, reduzindo os riscos de endividamento, garantindo a saúde financeira do negócio e alcançando os melhores resultados possíveis.

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